Colaborador engajado atua como “dono do negócio”

Colaborador engajado atua como “dono do negócio”

A fórmula engajamento, mais funcionário feliz, mais produtividade é igual ao aumento nos lucros da empresa. 

Outro dia, li uma matéria em um jornal de circulação nacional que me chamou a atenção. O texto trazia relatos de especialistas em RH alertando sobre a importância de promover o engajamento nas empresas – uma questão que eu e minha equipe sempre ressaltamos durante as nossas consultorias.  

A maioria dos líderes, mesmo sabendo que se trata de um assunto fundamental para um desempenho sadio e sustentável, não se preocupa diretamente com o termo “felicidade”, mesmo que o tema esteja ligado diretamente com a produtividade. Entretanto, esse sim tira o sono de qualquer gestor.

A fórmula engajamento + funcionário feliz + produtividade é igual ao aumento nos lucros da empresa, está nítida e fácil de entender, e já foi comprovada muitas vezes. Entretanto, a dúvida de todos os CEOs é sobre como aplicá-la, uma vez que nem todos os elementos são facilmente identificados em uma corporação. Por exemplo: todos os colaboradores estão satisfeitos? O ambiente de trabalho proporciona uma interação saudável? Como está o nível de produtividade? Infelizmente, são poucos os que conseguem ouvir em suas respostas o que que tanto esperam!

Para mudar essa realidade, é preciso voltar ao primeiro item da nossa fórmula: os colaboradores. Para saber se estão satisfeitos e motivados, é preciso realizar constantes pesquisas sobre engajamento e satisfação. A partir das respostas obtidas, traçar estratégias para saber o que pode ser aprimorado para alinhar, cada vez mais, a função daqueles profissionais com o ideal (missão, cultura) da empresa e identificar os pontos que possam gerar desafios, que muitas vezes não estão ligados diretamente ao cumprimento das tarefas, mas que podem influenciar em uma série de outros fatores... principalmente o engajamento.

“Vestir a camisa” se traduz em vontade de cooperar, doar-se de coração e sentir-se de fato pertencendo àquele lugar de forma genuína e única. É agir como se fosse o dono daquela empresa, ou seja, ser apaixonado pelo que faz e pelo como faz. Ter um quadro de colaboradores com essa desenvoltura seria um passo para dominar o mercado e permanecer na liderança do segmento em que atua, de forma sustentável.

Este tema sempre foi foco da minha atenção – olhar, sentir e ouvir – e, quando comecei minha carreira no ambiente corporativo, lembro claramente em cada ação, sugestão ou resolução estavam atrelados resultado e felicidade. Sempre desconfiei de resultados com infelicidade, afinal, tudo o que uma pessoa determina para si com felicidade terá muito mais chances de se efetivar com empenho natural.

Vale lembrar que engajar não significa estar feliz e satisfeito, mas sim, uma série de outras coisas como comprometimento, saber se comunicar na linguagem da empresa, ter relacionamento com o cliente, saber qual a sua função e, principalmente, como o trabalho deve ser executado e estar ciente de suas metas e objetivos. O funcionário deve sentir-se bem por pertencer àquela determinada organização. A relação deve ser de ganha-ganha.

Comportamentos desrespeitosos e sem ética afastam qualquer profissional engajado e culminam em um processo de assédio moral. E o que mais assusta são os números desta triste realidade que não param de crescer, que se deve a uma liderança exercida por pessoas sem preparo adequado. As consequências são afastamentos, ações trabalhistas, doenças psicossomáticas e pessoas talentosas procurando oportunidades em outras empresas.

Abaixo algumas dicas para tornar os colaboradores ainda mais engajados:

- Apoiar sempre que necessário;

- Compartilhar sucesso;

- Diálogo aberto;

- Ter uma política sólida de desenvolvimento e crescimento profissional;

- Sempre reconhecer o sucesso de cada projeto;

- Manter um relacionamento sadio entre equipe e liderança;

- Buscar formas inovadoras de reconhecimento.

 

Créditos:

Autora: Marcia Dolores Resende - Diretora e coordenadora de desenvolvimento do Instituto de Thalentos. Atua a mais de 30 anos em desenvolvimento humano, corporativo e educacional. Responsável pela criação e implantação do método de Coaching Eficaz com PNL dentro de diversas empresas. Possui certificações Internacionais ICI e ICF – Master Coaching. Psicóloga pela UNG, Consultora em desenvolvimento Humano, Coach com Especialização em RH, larga experiência em Desenvolvimento e Treinamento Gerencial.

Artigo publicado originalmente no site Administradores.com